quinta-feira, 15 de março de 2012

E naquela hora...



E naquela hora te abracei, te abracei como não abraçava desde que nos separamos, veio à tona o que passou no ano inteiro, as conquistas, as derrotas, e o principal... Nosso namoro. Passou por minha mente todos os momentos, bons e ruins, de quando nos beijamos como se nunca fossemos parar, e de quando eu não tinha seu carinho, mas em fim eu pude concluir que nunca mais viveria esses momentos mais uma vez, e...
Naquela hora eu chorei, chorei como se o mundo fosse acabar sem eu provar mais uma vez de seu beijo, como se tudo que vivi até aquele momento não tivesse mais sentido, foi nessa hora que caiu a ficha que você não era mais minha, que eu não tinha mais importância, que eu não passava de mais um que passou por sua vida e que o vento levou, e...
Naquela hora eu me desesperei, procurei por todos os cantos e só via fogos de artificio, pessoas se abraçando e trocando juras de amor, e eu ali, sentado na escada da igreja a chorar, a pensar como seria dali em diante, como seria meus dias sem você, os planos que tínhamos para esse ano, e...
Naquela hora minhas lagrimas caiam como a chuva mansa, calma mais constante, e aos poucos o ódio queimava as gotas de lagrimas, e assim foram evaporando, até não restar mais lagrimas em mim, e...
Naquela hora vi que me quebrou como se eu fosse um objeto, me rasgou como um papel que usou e não gostou da história que estava escrevendo, me jogou em qualquer lugar como se eu fosse uma embalagem de bala, e...
Naquela hora me levantei, subi bem alto, e dali confesso que chorei, mais via tudo de cima, mais perto das nuvens, onde meus sonhos pareciam ser possíveis, onde encontrei um pouco de sossego para poder enfim... Sofrer em paz!
15/03/2012

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