terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A vida, o amor
Pego um papel,
Uma caneta ou pincel,
Olho para o céu,
E escrevo sobre o que sinto.
Escrevo que sempre irei te amar,
Nem percebo, mas não paro de te chamar,
Nesses momentos, pareço estar a voar,
E meu mundo se volta a minhas ilusões.
Lembro de quando fui feliz,
De quando era apenas um aprendiz,
Mas que passei a ser infeliz,
Porque simplesmente conheci o amor.
Amando acreditei encontrar a felicidade,
Mas sempre que passo a cair na realidade,
Vejo que tudo nunca foi verdade,
A ilusão me enganou.
Fui enganado por todo mundo
Amor, ilusão bem lá no fundo,
E não chegou a durar um segundo,
Já não tinha mais sonhos.
Um dia sonhei que era seu namorado,
Isso já é passado,
Agora tenho pesadelos acordado,
Sonhos não passam de luxo.
Eu nunca encontrei alguém,
Que quisesse me fazer bem,
Mas tudo tem sempre um porém,
Mas eu não faço parte desse tudo.
Faço parte dos que choram,
Dos que te imploram,
Dos que se empolgam,
Mas nada me faz ter você aqui.
A vida é injusta,
Quando ela te quer, ela te busca
Se o tempo atrapalha, ela o ajusta
E nada, absolutamente nada a impede.
É como um serial killer ir te escolher,
Como um agricultor ir te colher,
Nada podemos fazer,
Apenas esperar a nossa vez.
A minha vez já chegou,
A vida já me chamou,
E o amor já me atormentou,
Agora sei apenas sofrer.
Não me lamento,
Não guardo ressentimento,
Mas quero a todo o momento,
Voltar a ser inocente.
Nunca ter conhecido o amor,
Do seu corpo não ter sentido o calor,
Dos teus lábios não ter sentido o sabor,
De você não ter conhecido a pessoa mais maravilhosa
Não desejo vingança,
Apenas te guardo na lembrança,
Dos dias que fui criança,
Espero não ter perdido a esperança.
27/12/10
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